Queridos amigos, a equipe Rio Pilates fará uma pausa nas postagens até o fim do carnaval, mas prometemos que na quarta feira de cinzas estaremos de volta. Bom divertimento à todos.Fabricio Mariano




Na hora de comprar os equipamentos para montar seu estúdio de Pilates a atenção deve estar dirigida para a qualidade da matéria-prima, o projeto ergonômico e a segurança. Experimente o equipamento você mesmo, antes de se decidir.
Por exemplo: ao se pendurar no Cadillac, você sente firmeza? As hastes laterais da Chair são firmes quando você se apóia sobre elas? O estofamento tem que ser confortável e firme para praticar os exercícios e não apenas macio como se fosse um sofá para assistir televisão. Confira e teste a ergonomia tanto para executar exercícios de pé, quanto deitados sobre o aparelho. Qual o tratamento que as estruturas metálicas recebem para não enferrujar?
São estas as qualidades que realmente importam na compra dos equipamentos: segurança, qualidade, conforto, durabilidade.
Existem empresas que chamam atenção para a certificação da ANVISA. Mas a verdade é que equipamentos de Pilates são isentos de certificação da Vigilância Sanitária.
Um agente da Anvisa esclareceu que a resolução número 260, de 23 de setembro de 2002, lista os produtos sujeitos a certificação. Os produtos não mencionados nessa lista são isentos de registro junto à Anvisa.
O fato é que empresas que comercializam produtos para saúde, como artigos e instrumentos médicos e odontológicos devem ter o registro da Anvisa para estes itens. Não importando se a mesma empresa também comercializa itens isentos, como os de Pilates.
Agora você já sabe: a qualidade do equipamento e a segurança que ele confere ao seu aluno é a certificação de que você, profissional de Pilates, precisa.
Para saber mais sobre as resoluções e áreas de atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, acesse http://www.anvisa.gov.br/
O meio aquático é totalmente diferente do meio terrestre, por isto antes de preparar qualquer programa na água, há que conhecer suas propriedades físicas para elaborar um programa adequado às necessidades do praticante.
Pilates na água trabalha a força de duas maneiras: Primeiro, através da realização de movimentos específicos de "dentro para fora", e segundo, executando todos os movimentos contra a resistência adicional fornecida pela água e sua instabilidade.
A força do núcleo é construído tanto por meio de exercícios específicos, tais como "teaser", "máquinas de lavar roupa" e "duplo joelhos para cima" quanto usando os músculos abdominais como estabilizadores para os movimentos de balanço.
Músculos abdominais e lombares estão sempre em uso para promover ação devido a grande instabilidade que o meio flúido propicia.
Pilates na água aumenta a flexibilidade de duas maneiras: Primeiro, os próprios movimentos são muitas vezes potencializados, como o alongamento da perna "single" ou "Fly me to the moon." Isso ocorre porque exercícios em piscina aquecida aumentam a flexibilidade e amplitude de movimento, devido ao relaxamento muscular e a ação nos proprioceptores de estencibilidade OTG.
Nem todos os movimentos de Pilates podem ser realziados na água. No entanto, alguns podem ser mais facilmente executados e muitas vezes realizados de forma mais confortável por mais tempo do que em terra. Isso é especialmente benéfico para pessoas com algum distúrbio, síndrome ou patologia músculo-esquelética como osteoartrite e degeneração discal.
Pilates na água ensina como mover o corpo de uma forma integrada. Quando bem executado, o Pilates na água permite ao praticante, explorar sua fluidez e graciosidade de movimentos, aliados a respiração correta.
Pilates na água permite regressões e progressões, já que a maioria dos movimentos podem ser modificados ou alterados para os praticantes de acordo com seu nível. Se você é um novato ou tem preocupações adicionais devido a lesões, os movimentos podem ser modificados para atender as suas necessidades.
Se você é um atleta experiente ou praticante avançado, os movimentos podem ser variados para fornecer mais desafio, usando profundidades diferentes, diferentes áreas da piscina, equipamentos pequenos como flutuadores específicos, bandas elásticas, barras, rolos, movimentos na água pelos outros praticantes e trabalho em dupla.
Alguns detalhes à saber sobre Pilates na água.
A possibilidade de se trabalhar em apoio de paredes, barras, equipamentos e acessórios, assim como em profundidades diferentes, potencializa o trabalho de estabilização e equilíbrio.
Pontos fundamentais na técnica.
A temperatura da água pode baixar a temperatura corporal e dificultar a termorregulação, afetando a frequência cardíaca e a sensação de intensidade durante o exercício. Esteja atento no caso de piscinas sem aquecimento.
O peso do corpo é aproximadamente 90% menor na água.
A flutuabilidade reduz a tensão das articulações.
No meio aquático se diminui a pressão sobre as vértebras.
Existe uma verdadeira libertação do trabalho da musculatura tonica/postural.
A pressão hidrostática estimula os mecanismos respiratórios.
A ação da gravidade inter-relacionada com o empuxo dependerá da profundidade .
Qualquer movimento que se realize na água terá uma resistência a vencer maior do que a do ar. Aproveitaremos esta resistência para a realização de diferentes exercícios em todos os planos de movimento, com a vantagem que o sujeito pode eleger o nível de resistência:
Quanto mais força realizada maior a resistência oferecida pela água. A resistência multidimensional facilita o equilíbrio e a paridade nos músculos agonistas/antagonistas.
Esta resistência também pode ser incrementada com a utilização de materiais e acessórios, objetivando maior velocidade de movimento e consequentemente força.
Pilates na água queima em média 300 calorias por sessão sendo recomendado para quem sofre lesões ou problemas musculares, gestantes, terceira idade e indivíduos que desejem realizar uma atividade física de baixo impacto, mas que lhes garanta bons resultados.
Ao invés de desenvolver músculos volumosos, com Pilates na água você cria uma forma corporal definida, forte e equilibrada.


A vantagem? Conhecendo o seu corpo, você tira melhor partido dele. Aqui, no lugar das repetições, você vai contrair – e sentir bem! – a musculatura dos glúteos e posteriores de coxas.
Uma pequena variação faz toda diferença em um exercício inteligente como este. Na posição número 1, o foco é o bumbum.
Na 2, com um objeto atrás do joelho (como um pesinho) para aumentar a contração, a ênfase vai para a parte de trás das coxas.
Posição 1
Em quatro apoios, abdômen contraído (para proteger a região lombar), ombros alinhados com os cotovelos e as mãos.
Com o joelho direito flexionado, contraia o glúteo direito e eleve a perna, que fica paralela ao chão. O corpo fica alinhado desde o joelho direito até o pescoço.
Com a sola do pé em direção ao teto, mantenha a contração do glúteo – sentindo como se ele estivesse sendo “espremido”. Segure, contando até 15 (devagar).
Desça a perna até quase encostar no solo. Faça três vezes e repita com a outra perna.
Posição 2
Para desafiar ainda mais os glúteos e acionar o posterior de coxa, use um pesinho (ou uma toalha pequena dobrada) atrás do joelho da perna direita.
Segure, contando lentamente até 15. Faça três vezes e repita com a outra perna.
Fonte: http://www.revistapilates.com.br/

Conhecido por trabalhar o reequilíbrio corporal e a reeducação postural, o método pilates vem sendo utilizado como forma de tratamento para pessoas com Síndrome de Down. Estes pacientes sofrem de atrasos motores, o que faz com que sejam necessários ajustes posturais, controle dos equilíbrios estático e dinâmico, além de melhoria da coordenação motora ampla e fina e da sensibilidade tátil.
Como o pilates é uma disciplina que se concentra nos músculos, peças-chave para a boa postura, o método é largamente indicado aos pacientes com Síndrome de Down, devido ao fato de estas pessoas apresentarem a chamada hipotonia, que é a falta de tônus muscular, o que causa a flacidez.
Assim, o pilates pode ter um papel importante no objetivo de estimular a força muscular, a flexibilidade, a correção postural e o equilíbrio, além de reduzir o risco de lesões. De acordo com a fisioterapeuta Sylvia Borboni, o ideal é que o trabalho seja realizado com atendimento individual ao paciente considerado especial. "Mesmo que existam mais pacientes em uma sala, a atenção à pessoa com a Síndrome de Down deve ser reforçada para que haja suporte ao equilíbrio."
O diferencial de uma aula de pilates para pessoas especiais é o aspecto lúdico. "Eles costumam se distrair com muita facilidade, então, lançamos mão de atividades dinâmicas e de equipamentos que despertam o interesse, como é o caso da bola, por exemplo." O pilates utiliza, ainda, bastões, faixas elásticas e tábuas de equilíbrio, que trabalham o ajuste postural.
Fonte: http://www.acessa.com