segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Síndrome do Desfiladeiro Torácico, você conhece?


Muitas vezes nos deparamos com desafios a superar em nossas aulas. Um grande e constante desafio é diminuir a tensão muscular na região dos ombros e pescoço de nossos alunos. Os músculos esternocleidomastóideo e trapézio porção superior são afetados constantemente pelo stress do dia-a-dia e pela má postura.

Alguns casos podem ser amenizados com um bom trabalho de propriocepção e fortalecimento da postura, mas alguns parecem não responder positivamente a esses estímulos. Isso porque alguns casos não são simples tensões musculares, mas sim a Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT).

Trata-se de uma compressão do plexo braquial tão intensa que inibe a circulação sanguínea de membros superiores. O plexo braquial é o conjunto de cinco raízes que saem da medula no pescoço, comunicando-se entre si, dando origem a todos os nervos do membro superior.

A compressão ocorre devido a alterações posturais ou anatômicas que alteram o triângulo formado pela primeira costela, clavícula e músculos escaleno e peitoral. Daí o nome “desfiladeiro”.

O aluno sente dor intermitente relacionada ao movimento, normalmente em extensão e abdução de ombros. Pode haver também parestesia e déficit de força em membros superiores.

O tratamento é baseado em bloqueios anestésicos locais nos pontos-gatilho, tratamentos tradicionais de fisioterapia (TENS, por exemplo) e exercícios posturais e de fortalecimento.

Exercícios de alongamentos oferecem grande sensação de alívio para esses alunos e são muito indicados. Os exercícios de força são necessários, porém devem ser aplicados com muito cuidado, respeitando a amplitude de movimento para não agravar a tensão gerada pela síndrome. Indica-se iniciar o trabalho de força com exercícios isométricos. Exercícios de mobilidade de coluna, pescoço e cintura escapular são indicados para aumentar a propriocepção do aluno e alongar musculaturas mais profundas. O feedback do aluno serve como base para este trabalho dar certo.

Sugira que seu aluno entre em contato com o médico ortopedista ou fisioterapeuta caso ele apresente alguns dos sintomas dessas síndromes e bom trabalho pela frente!

Autora: Por Viviane Vales

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Rio Pilates agradece os 5000 acessos


A equipe Rio Pilates agradece o apoio de todos e comemora os 5000 acessos com um papel de parede exclusivo "Rio Pilates 5000", muito obrigado.

Wallpaper tamanho 1024x768

Arte: Fabricio Mariano

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Pilates contra a costocondrite e outras dores crônicas


Se você tem dores no peito ou dores na parede do tórax, você poderá estar sofrendo de uma Costocondrite. Ela consiste numa dor causada pela fragilidade da cartilagem que liga as costelas ao esterno. Pode vir acompanhada de inflamação do manúbrio esternal, onde uma tomografia poderá mostrar pontos de erosões no osso devido a esta inflamação. Pode ser identificada pela pressão sobre alguns pontos ao longo da margem do esterno, verificando-se uma fragilidade e uma suavidade nestas pequenas áreas que estarão doloridas e sensíveis ao toque. É normal também apresentar quadro de Fibromialgia com o passar dos anos, onde a pessoa apresenta um alto número de pontos de dor pelo corpo todo.

Dizem que a Costocondrite pode se curar por si própria após meses ou anos, que pode ser aguda ou crônica e que não existe uma causa determinada. Os médicos parecem meio perdidos nesse assunto. Eu gostaria que vocês soubessem e, por favor, transmitam caso conheçam alguém sofrendo do mesmo mal, que eu curei as minhas dores através do Pilates, reaprendendo a respirar. Não só me curei como já ajudei muitos através da respiração e da Terapia Craniosacral. Pessoas que tomavam diferentes remédios para poder suportar a dor os quais de nada adiantava. Que ouviram de médicos: ”não há mais nada que eu possa fazer por você, você vai ter que aprender a conviver com essa dor!” e ficaram depressivos e desenganados.

Mas há sim uma solução!
A minha estória vai ajudar a entender o processo da dor e como pude encontrar a luz no final do túnel, por favor, leia até o final, pois apesar de que cada um tem um estresse diferente como fator inicial de tensão, o processo de agravamento é o mesmo:

Eu sofri mais de dois anos de tudo isso, costocodrite, erosão no esterno, fibromialgia. Parei de trabalhar devido ao enfraquecimento do membro superior, mal podia lavar louça de tanta dor. Espirrar era o fim do mundo, eu sentia o esterno bater na pele como se estivesse fraturado – solto. Na verdade, ao passar dos anos ele praticamente estava, pois a erosão no manúbrio esternal foi tão grande que o meu ortopedista me encaminhou a um oncologista. Eu me tratava com um médico Reumatologista sem muitos resultados, cheguei a tomar um remédio que podia causar depósitos na retina o que comprometeria minha visão… Bom, o oncologista pediu uma biopsia para descobrir se não era Tuberculose no osso, mas os resultados foram os seguintes: tecido fibroso, isto é, tecido inflamado comum numa artrose ou artrite. Voltei a outro reumatologista, mas este se recusou a me tratar! “Isso não é artrite-artrose!”

Tudo começou com o estresse vivido no meu casamento, foi um relacionamento difícil, meu ex-marido era agressivo, bebia demais e eu passava por muitas situações de nervoso. Depois tive um filho e acabamos nos mudando para o Japão onde, segundo o meu ex-marido tudo iria melhorar, pois ele iria ter melhores condições. Claro que isso nunca aconteceu e após alguns meses de uma vida infernal, ele conseguiu aceitar que se não nos separássemos ele iria acabar me matando por eu não aceitar as atitudes dele. Apesar de ele ter me agredido na ocasião, eu consegui voltar ao Brasil com meu filho que naquela época tinha apenas um ano. Como sempre o carregava no colo, comecei a ter dores nas costas e no peito, apenas dores musculares.

Voltei ao Brasil e logo arrumei um trabalho como professora de Ginástica Olímpica, minha antiga profissão. Alguns meses de trabalho e as dores foram aumentando cada vez mais… e um ano depois tive que sair de licença saúde por não aguentar mais de tanta dor. Não conseguia nem dormir direito. Uma médica até me receitou antidepressivos na tentativa de me fazer relaxar e dormir melhor para apagar a memória da dor. Mas alguns dias de dependência do remédio me assustaram e resolvi parar.

O pior é que, não trabalhar não ajudou a melhorar, parece que a gente fica mais depressiva e só foi piorando. Após o diagnostico da biopsia como sendo uma artrose, recebi uma orientação de uma amiga terapeuta holística, que disse que segundo Louise Hay, artrose está ligada a um sentimento de ódio. Logo pensei no meu ex-marido, mas eu não sentia nenhum ódio por ele. Já o tinha perdoado, mas esse pensamento ficou em minha cabeça até o dia em que ele voltou do Japão e logo conseguiu o meu telefone e me ligou. Ao conversar comigo como se nunca tivesse feito nada errado e fosse meu melhor amigo, todo aquele sentimento voltou e após desligar o telefone, fui ao meu quarto onde me deparei com a bagunça que meu filho havia feito com tinta a óleo, pintando as mãos, pés, cama, chão, tapete, lençol… Estava tudo pintado! Adivinha, foi aí que a ficha caiu, eu tinha transferido aquele sentimento de ódio pelo meu ex-marido para outras coisas e acontecimentos.

Meu peito se espremeu tanto, se contraiu de tal maneira que ficou evidente o que eu estava fazendo com o meu corpo! É como se o corpo aprendesse a se contrair em reação a uma determinada situação e nunca mais desaprendesse. Fui reparando que a toda a hora do dia eu repetia o mesmo padrão de contração para situações simples, mesmo quando eu derrubava água, que não mancha e nem faz sujeira, eu só tinha que secar… estar atrasada… trânsito… se meu filho não me obedecesse… qualquer coisa!

Mas o que fazer?
Bom, a solução foi aprender a respirar. Aprendi a relaxar o corpo e eu me pegava prendendo a respiração constantemente, quando isso acontecia já estava com tanta dor! Inspirar, nem pensar! Eu tinha que parar. Demorava alguns segundos e depois eu soltava o resto do ar que tinha no peito deixando o esterno relaxar para só aí poder inspirar e bem pouquinho. Nada de respirar muito fundo porque eu travava de tanta dor, após algumas respirações tudo ia relaxando e a dor ia desaparecendo e se dissipando. Tinha dias ruins com muita dor e dias melhores. A fluidez dos movimentos do Pilates me ajudaram a diminuir o estresse, fui realizando os exercícios com quase nenhuma carga ou resistência, gradualmente melhorei minha força sempre respeitando meus limites, tudo muito pequeno no começo com poucas repetições e muita respiração. Hoje estou mais forte do que nunca e posso apertar meu esterno sem ter dor alguma. É como se o osso tivesse voltado a ser como era antes! Porém, por incrível que pareça, ainda hoje, após tantos anos, às vezes me pego prendendo a respiração em situações de estresse e tensão, com uma pequena diferença, agora o meu corpo logo reclama e me avisa de que algo está errado e logo volto a respirar.

A chave da melhora foi estar sempre prestando atenção nas minhas reações durante o dia para poder transformar a minha forma de reagir frente a uma situação difícil. Às vezes eu me pegava gritando com meu filho, nervosa e de repente eu ia falando pra ele “mas porque eu estou falando assim, com essa garganta toda presa, tão irritada” e com o tempo fui encontrando uma nova maneira de agir e de falar mesmo quando precisava ser mais firme com ele. É como meditar durante o dia, pois não adianta meditar e se relaxar em casa e depois sair no trânsito xingar a Deus e ao mundo! Pense nisso.

Se você se perceber durante o dia e conseguir se transformar, isso irá diminuir o seu nível de estresse, ajudar a baixar a pressão e poderá diminuir até dores de cabeça. Numa situação difícil pense assim, se não há nada que eu posso fazer por que me preocupar? E se posso fazer algo, então não há porque me preocupar. Se você está atrasado, peça desculpas, ficar nervoso não vai adiantar. Acredite que o que tem que ser vai acontecer e viva a vida um dia de cada vez.

R E S P I R E!

Autora: Tatiana Matsuo

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Pilates ganha a preferência dos idosos


Natação, caminhada, aeróbica e boxe. Essa era a rotina do empresário aposentado Edson Ferreira Bastos, 65, quatro anos atrás, quando dois edemas cerebrais paralisaram o lado direito do seu corpo. Desde então, Bastos se dedica três vezes por semana à prática de pilates. "É um milagre. Hoje eu posso fazer qualquer movimento sem muito esforço. Estou praticamente curado", diz.

A professora aposentada Anna Maria Valls de Souza, 72, também é adepta. Ela, que já fez aulas de jazz, dança e alongamento, mas cansou-se de ter de seguir o ritmo do grupo, decidiu que precisava de uma atividade que respeitasse suas limitações de movimentação e seu marcapasso. Há três anos faz pilates, três vezes por semana, e comemora os resultados: as dores nas articulações melhoraram e a flexibilidade aumentou.

Já para as empresárias Betty Notari, 56, e Constança Carvalho, 63, que nunca gostaram muito do que elas chamam de "esquema chato" das academias de ginástica nem de suar e se cansar muito, o pilates foi a alternativa ideal. "Nunca tive tanta flexibilidade", diz Carvalho. "Além de ser um excelente exercício, tem o papo", completa Notari, se referindo ao "Chá das 11", nome do grupo formado pelas duas, Anna Maria e outras três colegas para fazerem as sessões juntas.

Histórias como essas já se repetem aos montes nas academias e estúdios que ensinam pilates no país. O método, que chegou ao Brasil no início dos anos 90 e fez sucesso inicialmente no restrito universo do balé, virou febre entre celebridades e hoje tem cada vez mais adeptos entre os que não podem ou não querem aderir à malhação tradicional, seja por causa da idade, problemas e limitações físicas ou simplesmente por não gostarem de música alta, repetições infindáveis, falta de atenção individualizada e clima de academia.

Benefícios

Instrutores e especialistas ouvidos pelo Equilíbrio afirmam que não há contra-indicações para a prática de pilates.

O método, criado na Primeira Guerra Mundial pelo alemão Joseph Pilates (1880-1967), bebe na fonte da ioga, da meditação e dos exercícios gregos e romanos, entre outros, e se baseia em concentração, respiração, alinhamento, controle de centro, eficiência e fluência de movimento.

Os exercícios, feitos no solo ou em equipamentos que usam molas para oferecer assistência e resistência ao movimento, nunca são repetidos mais que dez vezes e são realizados com foco na respiração correta e na postura, onde a ênfase fica por conta da contração do abdômen e dos glúteos.

As sessões são individuais ou em grupos pequenos, para que as séries possam ser adaptadas às necessidades e limitações de cada praticante, e o instrutor possa dedicar atenção à qualidade dos movimentos, que importa mais do que a quantidade. Os resultados de todo esse cuidado são sentidos em no máximo 30 sessões, dizia o próprio Pilates.

Mais força, maior controle muscular, melhor capacidade respiratória e melhor circulação, maior flexibilidade, musculatura mais alongada, tonificada e definida, postura mais correta, mais consciência corporal, maiores equilíbrio e coordenação, alívio do estresse, da fadiga e de dores musculares e melhor saúde das articulações são alguns dos ganhos enumerados por três das pioneiras do pilates no país: Inélia Garcia, do Studio Pilates, em São Paulo; Teresa Camarão, do estúdio que leva seu nome no Rio de Janeiro; e Alice Becker, do Physio Pilates, em Salvador. Tudo em benefício dos mais idosos ou de quem tem algum problema de saúde que causa limitações físicas. "O maior equilíbrio muscular possibilita realizar com mais conforto as tarefas do dia-a-dia. Dá mais energia", diz Garcia.

"O respeito aos limites do corpo evita lesões e desgaste físico; a respiração correta aumenta a capacidade pulmonar e melhora a circulação; e o trabalho individualizado permite corrigir desvios posturais, trabalhando mais determinados músculos que outros. Isso é bom para todos, desde o esportista que não quer se machucar, até quem está se recuperando de um derrame", afirma Camarão.

Mesmo quem sempre resistiu à ginástica tradicional hoje já freqüenta as academias em busca da "reorganização" da musculatura do corpo. É o caso da decoradora Naicyr Salles de Lima, 60, praticante de pilates em São Paulo há dois anos.

Sem a euforia dos instrutores e dos praticantes, o geriatra e colunista da Folha Wilson Jacob Filho, 51, ressalta que o pilates não deve ser caracterizado como melhor que outras atividades físicas. "Tudo depende do objetivo que se busca", diz. O pilates, por exemplo, não é um bom exercício aeróbico e não ajuda a perder peso.

Os estúdios costumam solicitar exames médicos ou atestados que mostrem que o futuro aluno está apto a praticar pilates. Se houver algum problema preexistente de saúde, ele deve ser comunicado ao instrutor para que os exercícios sejam adaptados.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Especialistas em exercício discutem mitos e verdades do pilates, atividade física que mais cresceu nos últimos dez anos


RIO - Aos 90 anos, o pilates se renova e atrai cada vez mais gente. Segundo pesquisa da Sporting Goods Manufacturers Association (Associação de Fabricantes de Produtos Esportivos), só nos Estados Unidos o número de praticantes aumentou 471% de 2000 para 2008, e hoje estima-se que sejam quase nove milhões. No mesmo período, o spinning cresceu 42% e a corrida na esteira apenas 32%. Por aqui inexistem esses dados, mas estúdios e salas em academias estão cheios. Antes de iniciar a pessoa deve saber o que esperar do pilates.

Por exemplo, se quiser melhorar a postura, a coordenação motora e o equilíbrio; fortalecer e alongar a musculatura, vá em frente. Mas se a ideia for ganhar músculos e queimar muitas calorias para emagrecer prefira outra ginástica, ou melhor, associe-o a outras. Nas questões sobre pilates, há mais prós do que contras, mas há também uma ideia equivocada de que o exercício isoladamente pode te dar um corpão como o de Madonna ou Demi Moore. Vale lembrar que as duas fazem musculação pesada. E pilates.

MÚSCULOS, MAS SEM VOLUME:

O pilates não substitui a musculação e vice-versa. Mas quem faz pilates se sente mais bem preparado física e mentalmente para qualquer atividade comum do dia a dia, a prática de esportes, e ainda protegido contra lesões. O pilates valoriza a qualidade do movimento, não a quantidade, diz a fisioterapeuta Soraya Simonelli, do Espaço Interno, no Leblon, e que trabalha com o método há dez anos. A técnica confere tônus muscular pois trabalha com exercícios de resistência, com carga, que pode ser o próprio peso, como nas séries no solo, ou a resistência das molas dos aparelhos. Há também pequenos acessórios (elásticos, bolas, bosu etc) que exercem essa função. Mas sem excessos, explica Soraya, sem priorizar uma parte do corpo em detrimento de outra. O pilates visa ao equilíbrio entre o tônus e o alongamento, mantendo a elasticidade e a amplitude dos movimentos. O professor Junior Carvalho, do The Pilates Studio Ipanema, concorda e diz que o pilates deixa o corpo seco e durinho. Mas não espere um tônus de quem pratica treinamento de força.

PREVENÇÃO DE LESÕES:

O pilates fortalece a musculatura mais profunda, o core, a área do tronco e da pelve envolvida na estabilização da coluna; que não é o foco da musculação. O core bem trabalhado previne lesões, explica Soraya. Ela acrescenta que para fortalecer e definir o abdômen não é preciso se acabar em séries de dezenas de abdominais. E que poucas repetições com alto grau de qualidade são suficientes para trabalhar essa região.

MELHOR CONCENTRAÇÃO:

É verdade que o pilates treina a concentração. Como os exercícios no solo e nos aparelhos exigem grande concentração, o treino termina sendo bom para o dia a dia e no trabalho, diz Junior.

ALÍVIO DE DORES:

A técnica previne e trata dores, além de corrigir desvios posturais acentuados, como hiperlordose e hipercifose (a corcunda). Um dos motivos, comenta Junior, é que o indivíduo aprende a corrigir sua postura, a tirar o peso dos calcanhares e da coluna, levando-o mais a frente, mudando seu centro de gravidade para o abdômen. Até mesmo nos casos de hérnia de disco há benefícios, desde que o médico libere. Os praticantes sentem grande alívio de sintomas e ganham mobilidade. Nas situações mais graves, combinam-se outras técnicas de fisioterapia.

BAIXO RISCO:

Apesar do esforço, o pilates tem baixo risco de acidentes e lesões na execução do exercícios. Tanto que ele é indicado para gestantes, pois quase não há impacto nos movimentos e se trabalha muito a musculatura abdominal e pélvica, o que ajuda a preparar para o parto. E após o nascimento do bebê o método ajuda a recuperar e reativar a musculatura, comenta Soraya, que já teve alunas que fizeram aula até o dia do parto e retornaram pouco tempo depois. Na opinião de Soraya, o pilates não tem contra indicações desde que a pessoa esteja apta a praticá-lo. Porém alerta que nem todos se adaptam ao método porque os exercícios são executados lentamente num ambiente tranquilo. O ideal é associar a outras atividades para melhor condicionamento.

IDADE PARA COMEÇAR:

Existem aulas voltadas para o público infantil, a partir dos 7 anos, diz Soraya. E não há limite de idade para iniciar. O programa é adaptado a cada aluno, mesmo em grupo, no máximo três por sessão.

PRIMEIROS RESULTADOS:

Iniciantes devem ter paciência para alcançar os primeiros resultados, pelo menos um mês, diz a professora Kátia Valéria Cavalcante, do D&D Pilates. Na primeira aula a pessoa já percebe se vai gostar ou se adaptar ao método. Os exercícios são lentos e o objetivo é a excelência do movimento, explica. Há vários níveis, incluindo básico, intermediário e avançado, e não necessariamente é preciso mudar de fases, como num jogo de computador. É mais importante ter bom senso, acrescenta Junior, e se exercitar corretamente.

PILATES NÃO EMAGRECE:

O pilates não é uma ginástica aeróbica como corrida, natação, caminhada e spinning. Os alunos em estágio avançado têm maior habilidade e experiência na execução dos exercícios, que podem ser feitos num ritmo mais dinâmico, sem pausas, o que estimula o condicionamento cardiovascular. Mas nada que se equipare aos treinos aeróbios.

FREQUÊNCIA CERTA:

O pilates pode ser praticado todos os dias, diz Soraya, mas a grande maioria dos alunos faz duas ou três vezes por semana. Antes é preciso passar por uma avaliação cuidadosa, inclusive com fotos, para comparar a evolução do treinamento, sugere Kátia. O importante é que o programa seja individualizado, porque algumas pessoas têm mais dificuldade do que outras, ou lesões prévias ou encurtamentos. Muitos professores associam os exercícios de solo, com bolas e elásticos, aos aparelhos tradicionais.

Fonte: www.globo.com

Cecília Dassi: 'Não gosto do clima de academia. Pilates é minha cara'


Cansada do ambiente e dos exercícios de academia, Cecília Dassi encontrou no pilates a salvação para manter o corpo em forma sem sofrer. A atriz, longe da TV desde o fim da novela “Viver a vida”, diz que agora deixa a preguiça de lado e não falta às aulas feitas numa clínica no Recreio, bairro onde mora, na Zona Oeste do Rio.

- Não gosto do clima de academia, com aquelas mulheres se exibindo com aqueles bumbuns enormes - diz ela. - O pilates é mais a minha cara. São três alunos no máximo, e, como sou largadona, vou vestida de qualquer jeito.

A atriz conta que a prática do pilates tem deixado seus músculos mais tonificados.

- Melhora o equilíbro, te dá mais força também, mais elasticidade, é ótimo. E melhora a TPM - garante ela, que avisa. - Mas para quem quer perder peso, é melhor fazer alguma atividade aeróbica junto.

De férias, Cecília também tem se dedicado aos estudos. ela quer aprender francês, voltar a estudar canto e começar a fazer aulas de dublagem.

- Quando estou gravando, não sobra tempo para mais nada. Tenho que aproveitar esse período em que estou livre - diz ela, contratada da Globo até 2011.

Fonte: www.globo.com

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pilates, o segredo de Serena


Serena Williams faz várias revelações na entrevista que deu à revista Harper’s Bazaar, que está nas bancas. A número 1 do mundo, que acaba de se sagrar tetracampeã de Wimbledon e de se igualar a Billie Jean King com 13 títulos de Grand Slam, confessa que demorou para aceitar seu corpo volumoso, que já lhe rendeu muitos comentários nem sempre lisonjeiros do ponto de vista esportivo.

“Até os 23 anos, não me dava conta de que eu não era Venus. Ela é totalmente diferente. Eu tenho seios grandes e um bumbum volumoso, enquanto que Venus é alta, como uma modelo, cabe em qualquer coisa. Eu estava crescendo, queria ser como ela e cabia nas roupas dela, mas um dia, não deu. Mas tudo bem, agora.”

Em paz com seu físico, diz que fica melhor de cabelo curto e que a parte do corpo que mais lhe agrada é o sorriso. Serena aproveitou para acabar com certos boatos sobre sua vida sentimental e confirmar o fim do relacionamento com o cantor de rap e ator Common.

Ao longo dos anos, a americana exibiu o corpão em roupas ousadas, algumas que ficaram marcadas como o modelo da Puma que usou no Aberto dos Estados Unidos de 2002. Mas no vestiário, não estava tão confiante, conta. “Ficava pensando que não deveria entrar na quadra daquele jeito. Me sentia realmente exposta, estava muito nervosa.” Então, perguntou a Justine Henin o que achava e a belga recomendou uma saia mais tradicional e um top. Mas Serena venceu os temores e foi adiante. “Eu me senti muito confortável”, lembra-se.

Mais recentemente, porém, desde que ganhou o Aberto da Austrália, Serena vem exibindo um ótimo físico. “Queria ficar realmente bem condicionada, perder um pouco de peso. Então, venho fazendo Pilates e ioga, tentando afilar meu corpo para não ser tão volumosa.”

A tenista de 28 anos faz Pilates duas ou três vezes por semana e quando está treinando para um torneio, um par de horas de bate-bola, uma hora ou duas de cardio e fortalecimento em academia. Quando está em casa, em Los Angeles, ainda vai à casa de Venus correndo montanha acima por meia milha, ao invés de dirigir. Não faz nenhuma dieta, mas tem algumas regras para se alimentar. “Pequenas porções de cada comida, muita carne de frango grelhada ou assada ou peixe e vegetais cozidos.” Sua fraqueza, confessa, é “nunca recusar um bom pedaço de torta de cereja”. O método está funcionando. “O Pilates deu resultados em uma semana”, diz Serena, que está dois números mais magra.

Desde pequena, morando com quatro irmãs, sabia que era atlética, mas levou tempo para se aceitar. “Aos 6, 7 anos, de maiô, meus braços são musculosos e minhas pernas, fortes. Não percebia que eu era bem condicionada e a maioria das pessoas, não. Até hoje, não gosto dos meus braços. As pessoas querem braços mais condicionados, mas os meus são demais. Mas não me queixo, eles pagam minhas contas.”

Serena amadureceu e fez as pazes com seu corpo. “Já que não pareço com qualquer garota, leva tempo para estar bem com isso, de ser diferente. Mas ser diferente é bom.”

Fonte: Tenis Brasil

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Notas de Esclarecimento do COFFITO e CREFITO-10 sobre a Resolução 201/2010 do CONFEF sobre Pilates


Gostaríamos de agradecer a todos pelas respostas sobre a matéria Interdisciplinaridade, originalmente postada no blog da Silvia Gomes, em especial ao Ricardo que nos encaminhou esta nota de esclarecimento:

1. Nota de Esclarecimento do COFFITO sobre a Resolução 201/2010 do CONFEF sobre Pilates

O COFFITO, tendo em vista a publicação oficial da Resolução 201/2010, do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), esclarece que todo Fisioterapeuta tem o direito de utilizar o método Pilates com a finalidade fisioterapêutica, ou seja, para os fins de tratamento e prevenção de disfunções, conforme autoriza a legislação que trata da matéria. A prática pode ser realizada em qualquer local, como clínicas, academias, hospitais, dentre outros.

A Resolução do CONFEF, que dispõe sobre o Pilates como modalidade e método de ginástica, em seu artigo 4º, prevê que “Caberá à pessoa jurídica prestadora de serviços na área de atividades físicas, desporto e similares que oferecer o Pilates em seu elenco de serviços, garantir que sua prática seja orientada e dinamizada por Profissionais de Educação Física”. A medida não trará qualquer dano ao exercício profissional do Fisioterapeuta, uma vez que a Cinesioterapia, que fundamenta o método Pilates, faz parte do currículo base da graduação em Fisioterapia. Assim, o COFFITO destaca que os profissionais de Fisioterapia têm plena autonomia para utilizar o método Pilates na prevenção e no tratamento de disfunções.

O COFFITO entende que o método Pilates é um dos muitos recursos cinesio-mecano-terápicos à disposição do fisioterapeuta, com vistas à promoção, prevenção e recuperação da saúde. O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional entende que a prática clínica do Pilates exige um domínio técnico e científico acerca do método, por meio de aprimoramento profissional específico.

O profissional que, porventura, venha a se sentir prejudicado em seu exercício profissional por qualquer Conselho de Fiscalização, alheio ao sistema COFFITO/CREFITOS, deve, imediatamente, comunicar a atuação indevida ao CREFITO de sua circunscrição para a adoção das medidas pertinentes.

Fonte: COFFITO.

1. Nota de Esclarecimento do CREFITO-10 sobre a Resolução 201/2010 do CONFEF sobre Pilates

Diante da publicação da Resolução n.º 201/2010 do Conselho Federal de Educação Física, e tendo em vista a quantidade de profissionais que entraram em contato com este Regional, questionando a aplicabilidade e a influência da norma em questão nas atividades dos fisioterapeutas, o CREFITO-10 vale-se da presente para tecer alguns esclarecimentos.

Inicialmente, cumpre esclarecer que, independentemente dos termos da norma editada pelo CONFEF, os fisioterapeutas mantém o direito de utilização do método Pilates, direito este decorrente diretamente da sua formação acadêmica.

Não obstante a plena capacidade do fisioterapeuta de utilização de técnica que tem por base a Cinesioterapia, tem-se claramente que o CONFEF não pode interferir ou legislar acerca de métodos com finalidade fisioterapêutica, sendo certo que a normatização publicada não interfere no exercício das atividades dos fisioterapeutas.

O CREFITO-10 desde já se coloca à disposição dos profissionais que venham a sofrer qualquer espécie de interferência ou ameaça de interferência no exercício de sua profissão com base na norma em questão, a fim de que sejam tomadas as medidas cabíveis no intuito de assegurar o pleno exercício profissional.

Dr. Sandroval Francisco Torres
Presidente do CREFITO-10

Interdisciplinaridade: Realidade do método Pilates hoje!

O que permite nosso movimento? Dobras, juntas, deslizes…
O que o dificulta? Limites articulares, musculares .
O que nos une? Amor, amizade, solidariedade, compreensão…
O que nos afasta? Limites raciais, sociais, profissionais.

Para que servem limites?
São fundamentais para quem se sente inseguro, para quem inicia algo.
É um ponto, uma linha aonde podemos nos apoiar, algo que nos dá direção quando iniciamos e precisamos de um norte.
São especialmente importantes para serem questionados e, então, ampliados. Mas, a melhor coisa dos limites, é revelar as interseções.
Aqueles lugares fantásticos aonde o seu, o meu e o dele se encontram, se reinventam e desabrocham em novos saberes.
Quanto mais seguros somos em relação ao que acreditamos, e quanto mais essa crença se despoja de limites, maiores as interseções, as possibilidades de encontros e os jardins de novos saberes.

Faço parte de uma equipe multi e interdisciplinar.
Aprendo e ensino a cada dia.
Sabemos nossos limites e trabalhamos para ampliá-los.
Com raras exceções, fisioterapeutas, professores de Educação Física e Dança, atendem a qualquer cliente que busque o Pilates, com a mesma competência e humildade para buscar o apoio que for necessário com os colegas ou em outros locais.

Nosso grupo não é uma exceção: essa é a realidade do método hoje.
Essa fiscalização e limitação imposta pelo CREF2, invade o direito dos profissionais numa atitude extremamente autoritária que vai em sentido contrário à realidade da aplicação do método hoje. É limitadora e retrógrada.

Que pena.

Autora: Silvia Gomes

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O exercício de pilates e o paciente com câncer


Os efeitos colaterais relacionados com o tratamento do câncer, como diminuição do nível de energia, fraqueza muscular, quedas no status funcional e massa corporal têm sido bem documentados. Programas de exercícios que impedem o descondicionamento e aumentam a força e o equilíbrio, como o Pilates, podem fornecer um meio eficaz de melhorar os efeitos neuromusculares dos tratamentos.

Benefícios do Exercício para a recuperação do câncer

  • Melhora os níveis de energia
  • Melhora o equilíbrio e controle
  • Maior tolerância de medicamentos tóxicos
  • Controla o peso nos indivíduos com AIDS
  • Reduz os sentimentos de ansiedade e depressão
  • Melhora a auto-confiança
  • Diminui o stress e a tensão
"O exercício físico pode ser uma das melhores coisas que você pode fazer por si mesmo durante e após o tratamento do câncer. Permanecer ativo durante este período foi fundamental para mim no sentido de estar com câncer testicular metastático na melhor forma possível, tanto física como mentalmente. Na verdade, acredito firmemente que o meu programa de exercícios - especialmente concebido para acomodar os meus tratamentos e consequente mudança na aptidão física - colocou-me na condição física e mental que era necessário para eu ser capaz de vencer o Tour de France ".
Lance Armstrong, sobrevivente do câncer, 7 vezes vencedor do Tour de France
Você não tem que ser um atleta profissional para ter os benefícios da atividade física durante e após o tratamento do câncer. A American Cancer Society recomenda que a atividade física e instrução do exercício seja incluída como um componente de assistência oncológica integral.

Pilates exercício programa para a recuperação do câncer

Praticamente qualquer exercício pode ajudar pacientes com câncer, em tratamento ou recuperação do tratamento. No entanto, Pilates provou ser um dos programas de exercício mais seguros para um sobrevivente do câncer. O Pilates oferece uma reintrodução não impactante ou a introdução, pela primeira vez, para o exercício, que pode ajudar pacientes com câncer a recuperar a resistência física e a saúde emocional. Pilates é um exercício total do corpo que aumenta a circulação, flexibilidade e força. Os exercícios de Pilates podem ser facilmente modificados para acomodar qualquer prejuízo, desequilíbrio ou área frágil do corpo. As opções dos exercícios assistidos em Pilates são um bom ponto de partida. Existem infinitas opções para desafiar o cliente, como se movem através de seu tratamento e melhorar fisicamente. O sobrevivente do câncer pode atingir pequenas metas rapidamente o que contribui com o senso global de realização e bem-estar.

Fonte: Traduzido de Bange
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