domingo, 24 de julho de 2011

Kinesio Taping ®


O Método Kinesio Taping assumiu a Reabilitação e a Medicina Esportiva como uma tempestade. Este método de Bandagem Elástica surpreendente foi desenvolvido pelo Dr. Kenzo Kase há mais de 25 anos no Japão e hoje este Tape se tornou rapidamente o padrão ouro, ou deveríamos dizer padrão "platinum", para o uso de bandagens funcionais e reabilitação terapêutica. As bandagens utilizam um design exclusivo e patenteado para tratamento de doenças musculares e redução do linfedema.

O Método de Kinesio Taping® envolve um taping sobre e ao redor dos músculos, a fim de auxiliar e dar suporte ou para evitar uma contração muscular excessiva. A primeira técnica que dá ao praticante a oportunidade de realmente dar apoio, mantendo uma gama completa de movimento. Isso permite ao indivíduo participar da sua atividade física normal com a ajuda funcional. A segunda técnica, o que é mais comumente usado na fase aguda da reabilitação, ajuda a evitar excesso ou sobre-contração e ajuda a fornecer a facilitação do fluxo de linfa, por um período completo de 24 horas.

As técnicas incluem Correção mecânica, linfático, ligamentar/tendão, fáscia, espacial e funcional. Estas bandagens podem ser usadas em conjunto com outras terapias, tais como crioterapia, hidroterapia, massoterapia e estimulação elétrica. O Kinesio Taping afeta a ativação do sistema neurológico, o sistema circulatório venoso e de fluxos linfáticos, temperatura corporal, etc.

Este método permite ao indivíduo a receber os benefícios terapêuticos, 24 horas por dia, com tanto conforto e facilidade, porque pode ser usado por vários dias. Atualmente, Kinesio Taping é utilizado em hospitais, clínicas, escolas e equipes esportivas profissionais.

Fonte:
http://kinesio.net.br

sexta-feira, 22 de julho de 2011

História cronológica do Pilates em 33 passos


1. Joseph Pilates, o criador do método, era uma criança muito doente. Sofreu com doenças como a asma, raquitismo e febre reumática.

2. Aos 14 anos, seus males foram tratados através da prática de exercícios e musculação.

3. Ele cresceu e se tornou modelo para desenhos anatômicos.

4. Ele era extremamente dedicado aos exercícios.

5. Como resultado, o menino tornou-se um desportista qualificado para atividades como esqui, mergulho e ginástica.

6. Em 1912, Joseph Pilates trabalhava para a Scotland Yard como Instrutor de Auto-Defesa, na Inglaterra.

7. Na I Guerra Mundial, Pilates, sendo de nacionalidade alemã, veio a ser chamado de “inimigo estrangeiro”, assim como todos os outros cidadãos alemães da época.

8. Durante sua captura, Joseph investiu seu tempo em aperfeiçoar os métodos diferentes de exercícios que ele desenvolvera.

9. Ele então começou a ensinar sobre o método.

10. Ele utilizou as molas dos leitos hospitalares para treinar a resistência dos pacientes de acamados.

11. Pilates foi primeira pessoa que desenvolveu as formas de reconstrução do exercício para ajudar os pacientes feridos e aqueles que são incapazes de se mover livremente.

12. Sua técnica também ajudou os pacientes que foram confinados à cama ou em cadeiras.

13. Suas máquinas se tornaram a base para todos os projetos do método depois de Joseph Pilates.

14. Em 1918, quando uma epidemia de gripe atingiu a humanidade, na Inglaterra, nenhum dos alunos foi infectado com a doença, enquanto que milhares de pessoas morreram. Isso reforçou a reivindicação de Joseph Pilates sobre a eficiência de seu exercício.

15. Depois disso, ele logo foi absolvido das acusações e liberado. Em seguida, Joseph voltou para a Alemanha e aperfeiçoou seu método.

16. Rudolf Van Laban promoveu as técnicas de Joseph na comunidade de dança adaptandando seus exercícios.

17. Além disso, em 1926, Joseph Pilates imigrou para os Estados Unidos.

18. Nos E.U. A, ele conheceu seu amor e, em seguida, sua esposa Clara. Juntos abriram um estúdio de fitness na cidade de Nova York, junto com o New York City Ballet.

19. Em 1960, o método Pilates foi muito procurado principalmente pelos dançarinos de Nova York.


20. Um desses alunos foi George Ballanchine, através do qual ensinou Pilates às bailarinas do New York City Ballet.

21. Seu método ganha muita popularidade, não só na cidade de Nova York, mas também em várias outras partes dos Estados Unidos.

22. Carola Trier e Bob Seed, dois alunos de Pilates, abriram seu próprio estúdio, onde demonstraram os métodos e as técnicas concebidas por Pilates.

23. Carola Trier, tinha realmente que vir para os E.U.A. Ela escapou dos campos de concentração nazistas e se encontrou com Pilates em 1940.

24. Bob Seed era um ex-jogador de hóquei. Ele também foi um estudante ávido de Pilates. Ele abriu seu estúdio muito próximo ao de Joseph e tentou entrar em concorrência. Diz-se que Pilates ameaçou Bob Seed, e advertiu-o a deixar a cidade, e na verdade ele deixou.

25. Pilates morreu em silêncio, sem instruções à Clara de como ela deveria manter a sua linha de trabalho.

26. Ela traçou seu próprio caminho e manteve o estúdio, Studio Pilates.

27. Romana Kryzanowska, uma vez aluna de Joseph e Clara em 1940, ajudou Clara com o estúdio e continuou a trabalhar com ela. Ela se tornou diretora do estúdio em 1970.

28. Em 1967, dois estudantes, Kathy Grant e Lolita San Miguel, foram os dois únicos profissionais marcados na história, que foram oficialmente certificados pelo Pilates.

29. Em 1970, outra pessoa, Ron Fletcher, que era dançarino de Martha Graham, estabeleceu seu estúdio na cidade de Los Angeles. Ele conseguiu atrair várias estrelas de Hollywood. Clara ficou bastante impressionada com seu trabalho e lhe deu a permissão para continuar com o nome Pilates. Fletcher também trouxe várias outras melhorias em seu regimento.

30. Grant passou a assumir o Studio Bendel no ano de 1972.

31. Lolita San Miguel foi para Porto Rico e ensinou Pilates no Ballet Concerto de Porto Rico.

32. Então, na metade de 1980, assim como Fletcher conseguiu a visibilidade de Hollywood, a mídia fez uma grande ênfase no método Pilates. Desta forma, o método ganhou popularidade entre as celebridades americanas e população em geral.

33. Atualmente o Pilates conta com mais de cinco milhões de praticantes somente nos E.U.A.

Fonte: http://thefitnessblog.net/

quinta-feira, 14 de julho de 2011

20000...

Queridos amigos, com grande felicidade venho dizer que alcançamos os 20.000 acessos, quando comecei com a idéia do blog nunca pensei que chegaríamos tão longe, e graças a vocês crescemos mais a cada dia.

Só tenho que agradecer a todos o carinho e dizer que sempre estaremos aqui divulgando o Pilates e trazendo novidades sobre nosso método.

Muito obrigado a todos vocês.

Fabricio Mariano

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Terapia ocupacional e o Pilates com bola


A Terapia ocupacional na reabilitação física nasce do período da segunda guerra mundial, atendendo aos sequelados de guerra, visando o cuidado aos problemas motores da incapacidade física, tendo como foco da intervenção a reabilitação centrada na patologia, com a finalidade principal de ensinar o paciente a viver dentro dos limites de sua incapacidade.

o terapeuta ocupacional que trabalha com a reabilitação física, mesmo agindo diretamente sobre o corpo dispõe de recursos e desenvolve procedimentos terapêuticos – ocupacionais que atuam também sobre a mente, melhorando a qualidade de vida e independência.

A bola é um dos recursos terapêuticos não exclusivos do TO, e usando algumas técnicas do PILATES COM BOLA, consegue-se ótimos resultados como por exemplo o treino de equilíbrio em pacientes com AVC e paralisia cerebral, a lateralidade, em pacientes com encurtamento muscular, problemas de coluna e diversas outras disfunções.

Assim como na fisioterapia, na Terapia ocupacional o pilates é usado como tratamento cinesiologico e sempre tendo bons resultados.

Autora: Dra. Érika Cristina Diniz – Terapeuta Ocupacional e instrutora de pilates com bola.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pilates nos vícios posturais e dores musculares


Atualmente algumas pessoas buscam muitas formas para a melhora da qualidade de vida. Cada indivíduo tem suas preferências e procuram atividades que trabalhem o corpo de forma global e interessante. Hoje em dia, o leque de opções de técnicas disponíveis para esse objetivo é enorme e entre elas está o Método Pilates.

O Pilates tem seis princípios fundamentais para um trabalho eficaz ao corpo e a saúde, são eles: a centralização, o controle, a precisão, a fluidez do movimento, a concentração e a respiração. Além disso, é uma técnica dinâmica que visa melhorar a força, corrigir a postura, alongar, manter e/ou aumentar a flexibilidade, preocupando-se em respeitar as curvaturas fisiológicas do corpo.

Outras vantagens do Método Pilates são: estimular a circulação, melhorar o condicionamento físico, a flexibilidade ou equilíbrio e o alinhamento postural, além de trabalhar a consciência corporal, preparando o praticante para que ele retorne as suas atividades diárias consciente do seu corpo no espaço percebendo, assim, “vícios” posturais que adota no dia a dia e que provavelmente lhe causam dor.

Algumas profissões ou até mesmo simples rotinas diárias favorecem o aparecimento de dores em várias regiões do corpo como pescoço, punhos, mãos, ombros e região da coluna cervical e lombar devido o prolongado tempo de trabalho e ao esforço físico exagerado e, muitas vezes, repetitivo.

Os principais fatores que contribuem para esse fato são: a falta de intervalo durante o expediente, falta de alongamentos e repouso, longa jornada de trabalho, falta de exercícios físicos, movimentos repetitivos, uso do mesmo grupo muscular para manter a posição de trabalho e principalmente posturas inadequadas para a execução das tarefas.

Dentistas, Médicos, analistas de sistemas, cabeleireiras, atendentes de call-center, operários, donas de casa e diaristas, são algumas das atividades profissionais que mais são consideradas “estressantes” e frequentemente associadas a dores crônicas. Deve-se levar em consideração também, que esses casos podem agravar-se, caso esses profissionais forem sedentários, ou seja, não praticarem nenhuma atividade física. A postura incorreta faz mais do que diminuir a auto confiança, pois obstrui a respiração, tensiona os músculos e ligamentos e pode afetar as articulações da coluna, além de deixar as pessoas mais propensas as artroses e osteoporoses.

Dessa forma, o método Pilates é capaz de promover o fortalecimento global para que os objetivos almejados possam ser efetivamente conquistados. Os resultados da prática dos exercícios de pilates individualizados, com instrutores devidamente capacitados, uma boa avaliação e escolha dos exercícios adequados tem se mostrado cada vez mais animadores, tornando o método um eficiente recurso para reabilitação, treinamento, prevenção e o retorno a prática de uma atividade física.

Autora: Andreza de Nóvoa Rocha Maciel – Fisioterapeuta

terça-feira, 5 de julho de 2011

PILATES FUNCIONAL: uma abordagem prática na gestação


Nos tempos de hoje, devido à falta de conhecimento com a programação adequada de treinamento físico para gestantes, acabamos por assistir uma margem altíssima de programas que acabam sendo incompletos, incoerentes e preocupantes, visto que as mulheres gestantes são um grupo populacional que necessita de conhecimentos específicos e uma programação de treino adequada para cada período em que elas se encontram.

O que se vê então são programas de treino acionando os músculos isoladamente, com exercícios em apenas um plano de movimento (uniplanares) para obter alguma mudança morfológica no corpo da mãe e, muitas vezes se esquecendo do desenvolvimento do bebê. Esses exercícios isolados permitem ao sistema nervoso central (SNC) aperfeiçoar a seleção do músculo sinergista para desempenho do padrão de movimento integral em todos os três planos e velocidades de movimentos, desempenhando uma função anormal do organismo. Distorções posturais, dominância sinergista, aumento da inibição recíproca, dentre outras sobrecargas orgânicas que alteram o desenvolvimento musculoesquelético normal, vem a “atrapalhar” as alterações corporais da gestante, sobrecarregando todas as estruturas e aumentando as chances de lesões.

Já os movimentos modernos do Pilates Funcional, planejados adequadamente e vistoriados por um profissional capacitado nesse método são trabalhados nos diferentes planos de movimentos (multiplanares). Eles aumentam a capacidade funcional, desenvolve um alto nível de força no centro corporal, controle neuromuscular, flexibilidade dinâmica e força funcional total. Além disso, possibilita a gestante desenvolver um nível que se possa ser ideal de melhora do recrutamento da unidade motora para facilitar a resposta do treino e, assim, aumentar a qualidade gestacional de um modo geral.

Esse mesmo método nos possibilita adequar dentro dos trimestres gestacionais à exigência de movimentos estáveis e instáveis, não mecânicos, organizados de forma individualizada e visando uma periodização de treinamento que ainda não se via no Pilates convencional. Também é um treino programado para trabalhar a musculatura do sistema de estabilização corporal, chamado nesse método de Power House (centro do corpo) e conseqüentemente o sistema de movimento propriamente dito. Isso permite que a gestante tenha um desenvolvimento estrutural adequado durante toda a gestação.

À medida que a gestante começa a adaptar-se com os movimentos propostos e ocorre uma melhora da qualidade força, tanto excêntrica e concêntrica, existindo uma vantagem na habilidade para suportar o aumento de peso do bebê sem criar uma sobrecarga no tecido conectivo e afetar o desenvolvimento fetal.

Treinar os padrões de movimento funcional integrado objetiva, com qualidade, a redução de força dos músculos sinergistas, a estabilização dinâmica e redução de força nos diferentes planos de movimentos.

Existe também, um aprendizado correto no controle postural dinâmico, para que se tenha um alinhamento de cada segmento da corrente cinética e os movimentos do dia-dia permaneçam sem desordens e sobrecargas. Se um componente da corrente cinética está fora de alinhamento, outros componentes devem compensá-lo. Isto diminuiu a eficiência neuromuscular e cria a chance de lesão.

Uma postura pobre durante o treino e atividades da vida diária como suportar o peso da barriga (gestante), ficar em pé durante períodos prolongados e dirigir leva a desequilíbrios musculares, disfunções articulares e padrão de postura distorcida. Padrão de postura distorcida é o estado em que a função e a integridade estrutural da corrente cinética estão alteradas e nas quais compensações e adaptações ocorrem.

Padrão de distorções posturais mais comuns:

-
Padrão de distorção da extremidade alta;

-
Padrão de distorção postural lombar-pelvis-quadril;

-
Padrão de distorção da extremidade baixa.

Treinando com uma postura apropriada garante um ótimo resultado e diminui o risco de desenvolver um músculo em desequilíbrio, distorções articulares e sobrecarga nos tecidos. O programa de Pilates Funcional requer a uma gestante uma execução dos movimentos correta enquanto se tem um próprio controle postural através de todo o movimento.

Pois bem, planejar adequadamente um programa de treinamento para o período gestacional completo (três trimestres) tendo um respaldo diário do treino, adequação médica e conhecimentos científicos de cada período gestacional não é simples, mas pode ser facilitado se todas essas informações estiverem bem organizadas e forem administradas por um profissional qualificado.

Autor: Prof. Esp. Thiago Carneiro

terça-feira, 28 de junho de 2011

Análise da resistência externa através do Pilates


O método Pilates foi originalmente desenvolvido por Joseph Pilates durante a Primeira Guerra Mundial e levado para os EUA em 1923. O conceito inicial misturava elementos de ginástica, artes marciais, Yoga e dança, focando o relacionamento entre corpo e disciplina mental.

A experiência de trabalho no Pilates é caracterizada pelo uso de aparelhos diferenciados em que a sobrecarga externa (carga externa) imposta à estrutura musculoesquelética é obtida pelo auxílio de molas. Mais recentemente, novos elementos têm sido incorporados ao programa que tem sido direcionado tanto para o condicionamento físico como para programas de reabilitação.

Alguns procedimentos de fisioterapia nos quais os exercícios de Pilates têm sido usados incluem fins terapêuticos, reeducação neuromuscular, atividade funcional e estabilização da região lombar-pélvica.

Entretanto, o critério de escolha das variáveis (posição do indivíduo e posicionamento de mola) que modulam a sobrecarga dos exercícios no Pilates ainda vem sendo realizado por meio de avaliações subjetivas. Por outro lado, o conhecimento do torque de resistência (TR) que um determinado exercício oferece juntamente com informações referentes à ativação muscular também deveriam ser considerados como critérios de escolha de exercícios.

Não obstante, apesar da grande popularidade do Pilates na prática clínica, o que se observa é uma enorme carência de estudos científicos tanto com aplicação na Fisioterapia, como com abordagem cinesiológica, fisiológica e/ou biomecânica. Fora do ambiente de Pilates, estudos com pesos livres, máquinas de musculação e materiais elásticos têm mostrado que a análise do TR pode indicar, por exemplo, se a carga externa imposta ao praticante é maior no início ou no final de uma amplitude de movimento (ADM) e se a mesma está condizente com a capacidade de produção de força dos músculos atuantes e, desse modo, subsidiar a seleção de exercício.

Ademais, outros estudos quantificaram e compararam a atividade eletromiográfica (EMG) e as cargas externas aplicadas nos músculos de interesse durante exercícios típicos de musculação e sugeriram que dados biomecânicos (EMG e carga externa) deveriam ser considerados quando um programa de reabilitação é desenvolvido.

Na intervenção de fisioterapia, tem sido comum o uso de aparelhos do Pilates para realização da extensão de quadril com enfoque na ativação de músculos específicos, como extensores do quadril e glúteo máximo, objetivando a estabilização da região lombar-pélvica.

Um dos aparelhos que permitem a realização de uma enorme quantidade de padrões de movimentos e posturas é o tradicional Cadillac. Quando o movimento de extensão de quadril (EQ) é realizado de maneira lenta e constante, como preconizado pelo método Pilates, o TR que esse aparelho oferece depende de uma relação entre fatores como: o coeficiente de deformação da mola, o posicionamento da mola, o peso do segmento humano móvel e distâncias perpendiculares das forças envolvidas (da mola e do peso do segmento) em relação ao eixo articular no centro da articulação do quadril.

Apesar da complexidade, algumas técnicas de pesquisa em biomecânica, como representação das forças envolvidas por meio de diagrama de corpo livre (DCL) e equações de movimento, podem ajudar a classificar objetivamente o tipo de resistência de um exercício. O conhecimento do comportamento do TR e da EMG dos músculos durante os exercícios no Pilates pode ser considerado como ferramenta para indicar a sobrecarga sobre o sistema musculotendíneo e complementar na escolha dos exercícios do Pilates durante um programa de reabilitação.

Fonte: Revista Brasileira de Fisioterapia

A Biomecânica dos Desequilíbrios Musculares


Artrose, escoliose e hérnia de disco são alguns dos maus do século XXI que atingem uma grande parcela da população mundial, sem poupar os mais novos ou os mais velhos. São situações clínicas responsáveis por quadros limitantes ou incapacitantes, os quais afetam severamente a qualidade de vida de um indivíduo. Diante dessa realidade, é necessário questionar qual a origem desses distúrbios. De fato, causas exatas não podem ser atribuídas a grande maioria dos casos, isto porque, normalmente diversos fatores podem estar envolvidos. Dentre um destes fatores, pode-se destacar o impacto dos desequilíbrios musculares nas articulações e estruturas adjacentes.

Os desequilíbrios musculares tornaram-se grande alvo de estudos e discussões dentro da Medicina Desportiva, como prováveis responsáveis pelo alto índice de lesões entre os atletas. Porém, boa parte dos estudos que se propõem a discutir o assunto não apresentam fundamentação científica (Klee et al, 2004).

Sabe-se que a estabilidade corporal, responsável pelo alinhamento do corpo, é diretamente ligada ao controle do Sistema Nervoso Central (SNC), pelo feedback sensorial das estruturas osteoligamentares e pelo controle da musculatura ativa. Logo, qualquer disfunção em um desses fatores vai promover instabilidade, a qual será compensada pelo corpo de alguma forma. Uma dessas formas é causando um desequilíbrio entre músculos (Liebenson & Lardner, 1999). De modo que os músculos que são mais utilizados, seja em tarefas do dia-a-dia, seja por práticas esportivas, tornam-se mais fortes e mais encurtados. Por conseqüência, ocorre um enfraquecimento e estiramento dos músculos antagonistas (Christensen, 2000).

O desequilíbrio muscular pode ser explicado pela diferença de força e flexibilidade entre grupos musculares que atuam sobre uma mesma articulação, isto é, ocorre quando determinado grupo muscular apresenta-se mais forte e/ou mais tensionado do que seu respectivo antagonista (Kollmitzer et al, 2000; Klee et al, 2004; Liebenson & Lardner, 1999).

O desequilíbrio pode ser fator causador ou estar associado a diversos fatores, como: uso inadequado, repetição excessiva, má postura, postura antálgica, patologias articulares, patologias musculares, contraturas ou aderências, déficits neurológicos, desuso ou atrofia, prática indiscriminada de atividades esportivas, dentre outras (Stokes, 2000).

Como fator causador, os desequilíbrios ocorrem, basicamente, pela promoção de um desalinhamento postural por alterar o posicionamento das estruturas ósseas ao aproximar origem e inserção (encurtamentos); ou promover sobrecargas excessivas em determinadas articulações ou parte delas, ligamentos e outras estruturas, podendo causar lesões agudas ou crônico-degenerativas (Kendall, 1995).

Como fator secundário, pode ocorrer como conseqüência de uma lesão inicial. Nesse caso, destacam-se as lesões traumáticas e as neurológicas que podem facilitar ou inibir as contrações musculares de determinados músculos, como, por exemplo, é o caso da espasticidade que atinge grupos musculares predominantes, inibindo a reação de seus antagonistas (Stokes, 2000).

Alguns grupos musculares apresentam uma predisposição natural ao encurtamento. Embora não exista uma explicação para isso, acredita-se que exista correlação com a posição fetal. Dentre os músculos que sabidamente tendem ao encurtamento, destaca-se: eretores espinhais, quadrado lombar, tensor da fáscia lata, piriforme, retofemural, gastrocnêmio e sóleo, peitoral maior, trapézio superior, elevador da escápula, esternocleidomastóideos, e escalenos; enquanto seus antagonistas diretos tendem ao estiramento (Stokes, 2000).

O processo de instalação de um desequilíbrio muscular, normalmente, não é perceptível ao indivíduo até que suas conseqüências comecem a se manifestar, normalmente em forma de quadros álgicos e/ou deformidades. E, levando-se em consideração o complexo de cadeias musculares que compõem o corpo humano, o processo será seguido de uma série de compensações locais e a distância, transformando o problema inicial em complexo processo de reabilitação postural (Moraes, 2002).

De forma simplificada, pode-se dizer que o tratamento dos desequilíbrios consiste em promover um reequilíbrio das cadeias musculares alongando o que está encurtado e fortalecendo o que está fraco. Vale ressaltar, porém, que o equilíbrio fisiológico de forças não é necessariamente o mesmo valor entre os grupos musculares.

Autora: Brena Guedes de Siqueira Rodrigues – Fisioterapeuta

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Programa especial de Pilates atua contra a obesidade infantil no Chile


Estudos internacionais garantem os benefícios desta prática na saúde de crianças pequenas.

Chile mantém índices preocupantes de crescimento na obesidade infantil (quase 20% segundo dados do Ministério da saúde do Chile), ainda maior que os que existem no Estados Unidos. A preocupação pelo tema chegou a tal ponto que na atualidade é política de estado elaborar planos de contingência e material destinado a promover a vida saudável entre as crianças do Chile.

Estúdios internacionais de grande reputação têm apoiado o Pilates como uma ferramenta para diminuir os efeitos do sedentarismo e a desnutrição entre crianças e adolescentes. Por exemplo, uma análise realizada por Russel Jago, e publicado na revista especializada “Medicina Preventiva” – em um grupo de 30 meninas de 11 anos em média, com aulas de uma hora diária de Pilates durante quatro semanas -, as melhoras foram notáveis em massa corporal, circunferência da cintura, pressão arterial e motivação para desenvolver os exercícios.

Alguns estúdios decidiram apostar em programas especializados neste público oferecendo aulas com no máximo três crianças por sessão, para garantir o desenvolvimento integral de cada um. “O Pilates melhora a postura e o mais importante é que ele dá consciência corporal”, explica a instrutora Paula Herminia Zúñiga, destacando também no aspecto lúdico da técnica. “Para eles é um jogo, como utilizamos equipamentos especiais, sentem que estão fazendo algo espetacular, não ficam entediados durante a aula e os estimula a manter a atividade ao longo do tempo”.

Existe também a alternativa de elaborar planos conjuntos com pais e filhos, mas as crianças preferem fazer sozinhos e a atenção também prioriza esta alternativa pela diferença de estrutura óssea e capacidade em relação aos adultos. “Por isso é muito importante que as aulas sejam administradas por uma pessoa especializada, as crianças tem os ossos frágeis e é importante que sejam feitos movimentos adequados para não causem danos”.

Com respeito ao tema especifico da obesidade infantil, Paula esclarece que se trata de um método ideal pois “para esta atividade é solicitado que as crianças pesem mais de 45kg e que os movimentos de contração muscular sejam de baixo impacto para treinar os músculos internos do corpo. Desta forma, a criança mantém e melhora as propriedades de força e flexibilidade com a qual o ser humano nasce, mas se perdem por causa do tempo e da inatividade “.

Fonte: www.lanacion.cl

Foam Roller


O Foam Roller é um excelente acessório para quem quer desafiar equilíbrio e estabilidade, além de promover força e flexibilidade. É composto por uma espuma especial de alta densidade e possui uma superfície arredondada. Sua base de suporte é bem pequena e instável, desafiando o cliente em exercícios básicos, intermediários ou avançados.

Pelo fato de ser um acessório que desafia, na maioria das vezes, não costumamos utilizá-lo para alunos muito iniciantes ou que não tenham vivência motora para que não fiquem com medo do equipamento. Assim sendo, iniciamos com ele no solo ou em algum equipamento grande e estável até que ele adquira equilíbrio suficiente para esse acessório.

Existem dois tipos de Foam Roller, são eles:

Foam Roller Full: Formato de cilindro que permite desafios completos de estabilidade, dificultando a execução por rolar para frente e para trás.

Foam Roller Half: Apenas metade do cilindro como se fosse uma meia lua para alunos mais iniciantes pelo fato de não deslizar pelo solo.

Quando os alunos experimentam e conseguem executar os exercícios, normalmente pedem que o professor o use nas aulas mais vezes, pois isso promove desafios e superação.

Veja como o Foam Roller pode dificultar a instabilidade do punho no exercício FLEXÃO DE BRAÇO.

POSIÇÃO INICIAL: Em posição de prancha, com ou sem os joelhos apoiados no chão, pernas unidas. Posicione o Foam Roller na transversal e apóie um das mãos em cima. Mantenha a pelve e a coluna neutras. Inspire flexionando os cotovelos e mantendo a estabilidade das escápulas e expire estendendo os cotovelos até voltar à posição inicial. Pode ser executado no Full ou no Half.

Autora: Letícia Toledo Roverci

Instructor Trainer STOTT PILATES

Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit

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